‘Índia Vanuíre’: Museu continua trabalho em busca de parceiros

Geral


Um dos pontos turísticos mais reconhecidos de Tupã, o Museu Histórico e Pedagógico “Índia Vanuíre” continua o seu trabalho de busca de parcerias com pessoas, grupos e empresas, para incrementar suas ações. 
De acordo com o plano museológico do museu, a instituição encontra dificuldades com a concepção de apoio a órgãos públicos pela sociedade mediante mecanismos de renúncia fiscal e com o cenário econômico, que restringem doações e patrocínios culturais de pessoas físicas e jurídicas. “O museu busca promover novos diálogos com diversos membros da sociedade e elaborar projetos para ações pontuais que, contudo, sejam significativas para o cumprimento de sua missão”, afirmou. 

‘Parceiros do Museu’
Em busca de novos parceiros, o museu mantém o programa “Parceiros do Museu Índia Vanuíre”, que promove o relacionamento com pessoas físicas e jurídicas que apoiam as realizações da instituição. 
Por meio do programa, o museu recebe recursos para a viabilização de projetos e oferece aos seus associados, além do título de “Parceiros do Museu”, benefícios exclusivos com validade anual e possibilidade de parcelamento em até 12 vezes. 
O apoio pode ser feito via site e também direto no museu. Todos os apoiadores, independente da categoria escolhida, terão acesso aos mesmos benefícios. O programa possui as seguintes categorias de planos disponíveis para pessoas físicas: “Plumária”, R$ 75,00/ano; “Patrimônio”, R$ 150,00/ano; e “Vanuíre”, R$ 200,00/ano.

Benefícios
Os parceiros do museu são contemplados com um cartão de “Parceiro do Museu”; contam com programação cultural exclusiva com quatro atividades anuais relacionadas a diversos temas históricos e artísticos; visita mediada anual, conduzida por profissional de reconhecido saber na temática do museu, realizada em datas definidas pelo museu exclusivamente para seus associados; menção do nome do doador na entrada do museu e no site oficial; 10% de desconto em produtos de limpeza e 10% de desconto em prestação de serviços de limpeza, na empresa parceira Max Limp; e podem usar gratuitamente o auditório do museu com agendamento prévio. 
Segundo dados do museu, até o momento 12 pessoas participam do programa: Elizabeth Manrique Moreno e Geraldo Moreno, Telmo Ferreira Zampieri de Oliveira, Paulo César Soares, Tamimi David Rayes Borsatto, Rubens Arantes Correa, Geraldo Faldão, Daniel Manzano Jorge, Alcione Alcântara Gonçalves, Viviane de Souza Bravi, Deise Yanagiya e Thayse Carvalho Banhos.

Desafios 
Um desafio do Museu “Índia Vanuíre” está na documentação de seus objetos museológicos, por haver grande número de itens que estão em processo de levantamento das suas origens e contextos. Os trabalhos, no momento atual, tratam da seleção de grupos de objetos das coleções histórica e etnográfica para direcionar estudos através de parcerias com instituições de pesquisa. “Outro desafio está na renovação da presença do museu na comunidade de Tupã e região”, afirma o museu em seu plano museológico. 
O Museu “Índia Vanuíre” é conhecido como instituição que lida com patrimônio cultural, por visitantes espontâneos e escolares, e faz parte dos roteiros de turismo cultural. Contudo, pretende ser reconhecido como espaço discursivo, do museu e da audiência, para debate de ideias apresentadas nas coleções e exposições, engajando as pessoas em oportunidades para obter informações e posicionamento sobre questões sociais interculturais. Para esse desafio, o museu busca promover conhecimentos sobre grupos indígenas e sobre grupos formadores da cidade de Tupã a partir de seus objetos colecionados, em perspectivas originais, atuais, internas e externas, e assume lidar com estereótipos sociais ou preconceitos inconscientes entre grupos de pessoas, e que podem estar em seus processos de trabalho. Assim, coloca em avaliação o que pode ser chamado de “linguagem institucional”, implicando especialmente as apresentações e eventos para programação cultural e as atividades educativas, por serem as ações de face com o público, e, nesse plano, restringe o número dessas ações justamente para aplicação de teorias subjacentes a práticas, de práticas em si e de avaliação.

O acervo
O Museu “Índia Vanuíre” foi criado em 20 de setembro de 1966 pelo Decreto Estadual nº 46.789-A, sendo hoje um dos museus estaduais da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo. 
Seu acervo compreende coleção histórica do município e região e coleção etnográfica com objetos de grupos indígenas, em especial dos grupos kaingang e krenak, e reconhece seu compromisso de instituição que lida com patrimônio cultural para comunidades diversas. 
O acervo museológico tem cerca de 20 mil objetos, sendo quase 2 mil deles da coleção etnográfica. A coleção histórica se divide entre cerca de 2 mil objetos utilitários, 6 mil fotografias e 10 mil objetos de filatelia e numismática. Esses objetos são testemunhos de cultura material indígena e do processo de colonização do Oeste de São Paulo, permitindo promover conhecimentos e reflexões sobre diferentes culturas e interações entre diversos grupos da sociedade, seus conflitos e entendimentos. 
O museu também abriga acervo bibliográfico, próximo a 20 mil itens, incluindo hemeroteca com mais de 10 mil edições dos principais jornais de Tupã de 1940 a 1990. 

Em 1980, o museu foi instalado em edificação construída para a finalidade de abrigar coleções, em terreno anteriormente doado para a Prefeitura Municipal de Tupã por Luiz de Souza Leão, empreendedor pioneiro da cidade. 
A Lei ordinária municipal nº 4597, de 8 de junho de 2012, autorizou a celebração de contrato de comodato entre a prefeitura e o Governo do Estado de São Paulo, referente ao uso do imóvel pelo museu estadual que já o ocupava.

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