Tudo por dinheiro: Vítima perdeu R$ 20 mil em golpe do cartão

Policial


28/2/2020 - Cada vez mais os estelionatários aprimoram suas técnicas, em busca de melhores resultados, para que seus golpes alcancem seus objetivos, dando prejuízo para as vítimas.
É preciso que todos fiquem atentos com qualquer oferta de vantagem. Ninguém oferece nada de graça. Quando a pessoa receber uma proposta vantajosa, com certeza trata-se de golpe.
Em especial os mais idosos precisam ser orientados pelos filhos. E se morar sozinho, a vigilância deve ser maior ainda, pois eles são os principais alvos.
Por isso, o diretor da Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Tupã, o delegado Washington Luiz Muzzi, alerta os moradores de Tupã e da região para que fiquem atentos contra os golpes de estelionato, que estão cada vez mais sendo aprimorados.
A autoridade revelou que, recentemente, dois casos foram registrados em Tupã envolvendo cartões bancários, ocasionando prejuízos. Trata-se do golpe do cartão clonado.
No golpe do cartão clonado, depois de levantar alguns dados, o golpista entra em contato com a pessoa, passando-se por funcionário da central de cartões do banco, comunicando que aquele cartão foi vítima de clonagem. Na conversa, ele ganha a confiança da vítima, solicitando dados pessoais e informações do cartão para análise. Logo em seguida, comunica que um funcionário do banco irá na casa da pessoa recolher o cartão para uma suposta perícia.
Com o cartão e todos os dados em mãos, os estelionatários deixam um rastro enorme de prejuízos, sacando e fazendo compras com o cartão da vítima.
Uma das vítimas teve prejuízo de cerca de  R$ 20 mil com esse golpe em Tupã, neste final de semana, conforme relatou o delegado Washington Muzzi, que pede: “não entregue nunca o cartão para ninguém. O banco jamais manda qualquer pessoa que seja buscar o cartão na casa do cliente. Nunca forneça dados por telefone e jamais informe a senha para ninguém”.
O delegado orienta para que a pessoa que, eventualmente, venha a receber alguma ligação ou que venha a ficar na dúvida a respeito de alguma transação, antes de mais nada deve comparecer pessoalmente na agência bancária onde tem conta.

Anúncio de venda
Outro golpe que vem tornando-se comum é o do anúncio de venda de veículo. Nessa trama, o golpista vê um anúncio de veículo e entra em contato com o dono, demonstrando interesse na aquisição. Ele pede então para o dono retirar o anúncio do ar, porque ele vai comprar o veículo. Com isso, imediatamente ele cria um novo anúncio do mesmo veículo, mas com um valor atrativo. Assim, um terceiro de boa fé se interessa pela oferta. O golpista então informa o real proprietário que alguém vai olhar o carro. Nesse momento, inventa uma história e pede para não comentar sobre valores ou sobre o negócio que está sendo feito.
Com o golpe todo armado, o terceiro de boa fé acredita que está fazendo um bom negócio, confere o veículo e volta a negociar com o golpista, que recebe os valores e nesse momento desaparece.

Empréstimo falso
O delegado destacou que ainda tem o golpe do empréstimo falso, onde os golpistas entram em contato oferecendo empréstimos com juros mais baixos do que o normal. Diante da necessidade da vítima, acabam aproveitando da situação e ludibriam o cliente solicitando valores para liberar a transação. Depois de feito o depósito, o golpista desaparece.
A autoridade novamente alerta para que todos desconfiem de ofertas mirabolantes. “Se a pessoa está oferecendo crédito, é pouco provável e até esquisito ela necessitar que você pague algum valor para receber mais de volta”.

Falso sequestro
E continuam ocorrendo os golpes do falso sequestro, onde os golpistas vão ligando aleatoriamente, até encontrar alguém vulnerável e que acredite na situação.
Nos dias atuais, esse tipo de golpe está muito manjado. É pouco provável que ao receber um telefonema do tipo a pessoa acredite. Isso porque, nos tempos atuais é muito raro de um sequestro ser registrado, porque os criminosos sabem que com toda a tecnologia de hoje em dia é muito fácil de rastrear e localizar os envolvidos. “Em caso de qualquer dúvida, procure a Polícia Civil”, finalizou o delegado.

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