Temer diz a aliados querer pressa na análise de eventual denúncia da PGR na Câmara

Política


Brasília - O presidente Michel Temer afirmou a aliados, na manhã de ontem, que quer acelerar o processo de análise da denúncia de que deve ser alvo e que acredita ter “ampla margem” de votos para derrubar o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). A conversa ocorreu no Palácio do Jaburu com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que também quer um desfecho “sem atraso” para o caso.
O presidente da Câmara disse ontem que o “Brasil precisa” que a eventual denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra Temer seja analisada com prioridade, “com início, meio e fim”. Maia disse que os prazos serão respeitados, mas que o País terá que encerrar esta etapa também.

O Palácio do Planalto quer liquidar o assunto em até dez sessões. A ideia é encerrá-lo antes do recesso que começa oficialmente em 18 de julho. No entanto, a legislação exige a aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o início do recesso. Nos últimos anos, porém, a LDO não tem sido aprovada no prazo, e os parlamentares entram no chamado recesso branco, quando não há sessões deliberativas e os parlamentares não são obrigados a comparecer.

“Esse assunto precisa ter início, meio e fim. O Brasil precisa disso. Mas será respeitado prazo de dez sessões da defesa e as cinco sessões do relator. Depois da comissão, vai a plenário”, disse Rodrigo Maia.
Temer também recebeu os ministros Moreira Franco (Secretaria Geral) e Mendonça Filho (Educação). Segundo relatos, o presidente se mostrou tranquilo em relação à denúncia que pode chegar já na próxima semana à Câmara e precisa dos votos de 342 deputados para ser aceita. O presidente afirmou acreditar que já venceu a primeira batalha, com a manutenção da chapa presidencial no julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e que vencerá a segunda, derrotando a denúncia.

Para Temer, a denúncia não se sustentaria por “falta de substância” e “atropelos” jurídicos apontados por sua defesa, como o uso das gravações feitas pelo empresário Joesley Batista, dono da JBS. O presidente também avalia que há um sentimento na Câmara de que a política estaria em “xeque” devido a supostos excessos cometidos nas investigações da Lava-Jato e que isto motivará muitos parlamentares a votarem contra o recebimento da denúncia.

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