Sororidade: precisamos mesmo falar disso?

Variedades


Sim. Sim. Sim. Mais do que falar em sororidade, peço que a sintamos nesse momento. E só é possivel o sentir, quando sei o significado, quando me aproprio da ideia traduzida na palavra.
Sororidade recebeu, recentemente, grande atenção pela mídia após citação durante a 20ª edição do programa Big Brother Brasil. A palavra foi dita pela participante Manu Gavassi e sua repercussão fez com que o termo fosse um dos mais pesquisados no Google, onde podemos encontrar as seguintes definições:
“A origem da palavra sororidade está no latim sóror, que significa “irmãs”. Esse termo pode ser considerado a versão feminina de fraternidade, que se originou a partir do prefixo frater, que quer dizer “irmão”
– Significados
“Relação de irmandade, união, afeto ou amizade entre mulheres, assemelhando-se àquela estabelecida entre irmãs”
– Dicionário Online de Português
“Sororidade é a ideia de solidariedade entre mulheres, que se apoiam para conquistar a liberdade e a igualdade que desejam. É respeitar, ouvir e dar voz umas às outras sem julgamentos”
– Escola Educação.
Em resumo, sororidade diz respeito a um comportamento de não julgar outras mulheres e, ainda, ouvir com respeito suas reivindicações. Muitas vezes, o termo sororidade é erroneamente interpretado como se, por obrigação, as mulheres devessem gostar de todas as outras mulheres. Mas essa não é a questão, o termo refere-se sobretudo a ter empatia e sobre o exercício de cada mulher se colocar no lugar umas das outras, respeitando seus respectivos contextos, seu tempo e sua história.
Diante disso, sintamos a sororidade, sintamos aquela fraternidade que nos coloca no lugar do outro, descontruindo a rivalidade que foi colocada para as mulheres ao longo da nossa história.
Após o sentir a sororidade, algumas práticas simples vêm de encontro com essa irmandade feminina a ser sedimentada, como por exemplo:
- Compartilhar informações e ensinamentos umas com as outras, e assim todas nós crescemos;
- Encorajar e indicar oportunidade para outras mulheres;
- Respeitar e tratar as outras mulheres como gostaria de ser tratada, independentemente do contexto;
- Consumir e indicar trabalhos de outras mulheres;
- Olhar para si e para as demais mulheres com admiração.
Diante dessa nova realidade, crenças antigas de que “mulheres não são confiáveis” ou “não são tão capazes quanto os homens” são desconstruídas e passamos a enxergar o quanto as mulheres são compromissadas, honestas e multifuncionais.
Criamos uma onda do bem. Compartilhamos histórias, trabalhos, crescimento e vida de forma a tornar o mundo ainda mais bonito. Mais do que um convite, resta aqui o apelo para que sejamos  “sororidade”.


Sou Viviane C. S. Pitilin, mãe, professora,
amiga, advogada e apaixonada
pelas cores e coisas da vida

 

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