Política: Câmara Municipal abre sindicância interna

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A Mesa Diretora da Câmara Municipal abriu sindicância investigativa interna, que busca apurar responsabilidade sobre vídeo gravado no plenário, por um empresário, após a sessão realizada no dia 15 de abril.
O vereador capitão Neves (PV) disse que, conforme mencionado no vídeo, é possível notar que o empresário Paulo César Madureira esteve no plenário da Câmara Municipal e realizou uma gravação apontando acusações sobre sua pessoa. “O que se questiona é o fato de alguém tê-lo autorizado a gravar o vídeo no plenário, sobretudo sentado em minha cadeira, fazendo deboches a meu respeito”, disse.

O parlamentar disse que, no vídeo, se ouve a voz do vereador Antônio Alves de Sousa, o “Ribeirão” (Progressistas), dizendo: “Nossa, você já está aqui na rede”. 
Capitão Neves destacou, no documento, que gostaria de saber se existe a participação de “Ribeirão” na execução do vídeo; se a autorização do cidadão em utilizar o plenário partiu do vereador ou de algum outro parlamentar; e se “Ribeirão”, como atual coordenador da TV Câmara, sabe se houve utilização dos equipamentos da TV e a participação de funcionários. 
Segundo apurado pelo DIÁRIO com pessoas que estiveram no local, “Ribeirão” e funcionários da TV Câmara não tiveram participação nos fatos.
Capitão Neves argumenta que, para a utilização do Plenário da Câmara, sem que haja envolvimento de ações e atividades de vereadores, é necessário o deferimento, ou não, do presidente da Câmara Municipal, via ofício, protocolado no Poder Legislativo. O parlamentar solicita cópia do pedido de autorização e seu deferimento. “Sobre os fatos e evidências, e para que se mantenha o respeito à população tupãense, que nos confiou o posto neste Poder Legislativo, solicito providências a serem tomadas em caráter de urgência por Vossa Excelência, Exmo. senhor presidente, Eliezer de Carvalho, a fim de dirimir tais desrespeitos para com este vereador e esta egrégia Casa de Leis”, afirmou.
Capitão Neves requereu ainda a disponibilização das gravações do circuito interno da Câmara Municipal, TV Câmara e suas dependências nos últimos 30 dias, segundo ele, para saber de qual maneira e com autorização de quem o empresário praticou o ato.

Sessões

Na sessão do dia 12 de novembro de 2018, capitão Neves disse na tribuna que foi o vereador mais votado do Partido Verde e nunca havia recebido uma secretaria. “Eu já paguei árvore para podar aí...eu pedi voto para o prefeito Ricardo Raymundo. E eu tive que pagar para podar uma árvore...”, afirmou.
No dia 15 de abril deste ano, após o término da sessão, o empresário Paulo César Madureira gravou um vídeo sentado na cadeira do vereador. 
Segundo Madureira, o vereador disse em sessão na Câmara Municipal que pagou o corte de árvore para várias pessoas a troco de voto para si e para o prefeito durante a campanha. “É incrível o que o senhor disse e a Casa não atentou a isso. É verdade isso?”, salientou.
No mesmo dia, Madureira também usou a cadeira do vereador Antônio Carlos Meireles (PV), para criticar em tom de ironia a pintura realizada na Câmara Municipal, sob a presidência do vereador Valter Moreno Panhossi (DEM). “Tenho na minha mão que o senhor gastou R$ 76 mil para pintar a Câmara Municipal. E tenho aqui outro orçamento na minha mão que o senhor gastou R$ 55,8 mil para pintar a TV Câmara”, disse. “20 latas de tinta daria R$ 8 mil. O senhor foi bem generoso e pagou R$ 30 mil de mão de obra. Isso é um obsurdo. Cadê a diferença dos R$ 76 mil?”, ressaltou.
Cabe ressaltar que, no dia 15 de abril, a Câmara Municipal havia aprovado o recebimento da denúncia movida por Paulo Madureira, que solicitou o afastamento do prefeito, por suposto crime de responsabilidade. O caso é analisado agora pela Comissão Processante da Câmara Municipal.

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