Mototáxi: Agências devem se responsabilizar pela higienização de equipamentos

Geral


11/9/2020 - Com as últimas mortes registradas no município pelo novo coronavírus (Covid-19), muitos passageiros que dependem de mototáxi estão preocupados com a higienização, principalmente dos equipamentos utilizados durante o transporte, devido à grande rotatividade e uso compartilhado dos capacetes e veículos.
O presidente da Jari (Junta Administrativa de Recursos de Auto de Infrações), Marco Antônio Moreira, explicou que todas as agências foram orientadas em relação ao uso de máscaras por parte dos motociclistas e passageiros. “Eles, porém, trabalham em ambiente seguro e aberto. Se os dois usarem máscaras, o risco de contaminação é mínimo”, disse.
De acordo com Moreira, as agências e os mototaxistas responsáveis, estão higienizando os espaços e pulverizando os capacetes com álcool em gel, por dentro e por fora. “Para aumentar a segurança, pedimos para que os passageiros peçam as corridas com mototaxistas de confiança”, disse.
O presidente da Jari explicou que os passageiros mais cautelosos estão comprando os próprios capacetes para aumentar a proteção em relação à contaminação. “O capacete é um acessório que não é difícil de ser adquirido e muitas pessoas já estão fazendo isso, para aumentar ainda mais a segurança no caso de contaminações”, afirmou.

Clandestinidade
Moreira disse que uma das maiores preocupações dos órgãos de fiscalização está relacionada aos mototaxistas clandestinos que, por falta de responsabilidade, podem descumprir as normas de higienização. “Esses mototaxistas são de responsabilidade dos proprietários das agências. Já informamos para a prefeitura as placas de alguns mototaxistas que estão na clandestinidade” , afirmou.
De acordo com Moreira, a justificativa de muitos mototaxistas continuarem na clandestinidade é a falta de cursos profissionalizantes durante a pandemia. “Mesmo que a prefeitura publique decreto autorizando essa medida, isso seria irregular porque há normas federais que proíbem”, disse.
Cabe ressaltar que a CNH (Carteira Nacional de Habilitação) específica para os mototaxistas só é liberada para aqueles que possuem o curso.
Segundo Moreira, o Detran.SP está estudando a prorrogação da renovação da documentação para os profissionais que já possuem o curso. “Mas nesse caso é só para quem possui o curso. Quem não tiver o curso e continuar exercendo a profissão, estará na ilegalidade”, salientou.
O presidente da Jari destacou que dos cerca de 100 mototaxistas que atuam no município, aproximadamente 20 estão na ilegalidade. “Não podemos prejudicar os que estão regularizados por causa dos que estão irregulares. É preciso ter responsabilidade com o trânsito. No trânsito não se faz politicagem, se preserva vidas”, ressaltou.

Moreira destacou que já ocorreu casos em que a agência teve que indenizar a família do mototaxista em casos de acidentes de trânsito no valor de R$ 200 mil.  A responsabilidade por cada mototaxista clandestino é da própria empresa, destacou.

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