Máquina partidária

Geral


(*) Roberto Kawasaki

Como a vida nacional dependerá, e muito, das eleições majoritárias de outubro de 2018, não há meios de se ausentar da análise da conjuntura política. Todos os agentes, políticos ou não, aguardam ansiosamente a definição dos eleitos que deverão governar o Brasil a partir de 2019, em função dos desejos a serem manifestados pelos eleitores e eleitoras nas urnas. Sem sombras de dúvidas, estaremos uma vez mais construindo a democracia brasileira sob a supervisão inquestionável da justiça eleitoral.
Após vencido o prazo improrrogável estabelecido pela legislação eleitoral, do dia 5 de agosto, para a realização das convenções partidárias, as candidaturas aos cargos ficaram definidas. Ou não ? Obviamente que a eleição mais importante é a escolha da Presidência da República. Reside exatamente aí o maior problema destas eleições. Trata-se da escolha, no mínimo inusitada, do senhor Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, para o cargo maior da República. Todos os candidatos, com exceção do Lula, estão em condições de almejar a candidatura, em obediência aos requisitos da legislação eleitoral, principalmente a Lei de Ficha Limpa.
Contudo, Lula está condenado em duas instâncias e se encontra preso. Como poderia um partido político lançar uma pré-candidatura condenada pela justiça ? Uma figura pública que se encontra presa ? Não há outro filiado partidário para almejar o cargo ? Será o PT um partido político de um único filiado ? No PT o Lula é insubstituível ?
São perguntas que preocupam o eleitor, seja ele petista ou não, haja vista que tumultua o processo eleitoral de escolha dos candidatos. No entretanto, dia 15 de agosto deverá ser o prazo para o registro das candidaturas junto à justiça eleitoral e, neste caso, o quadro político deverá ficar claro. Ou não ? Certamente que haverá demandas jurídicas para viabilizar a candidatura de Lula, pois sabemos todos nós que a Lei da Ficha Limpa - sancionada pelo Lula - impedirá a concretização petista. Como ficará a campanha eleitoral ? Há, por outro lado, um prazo improrrogável: dia 15 de setembro, data fatal para troca de candidaturas. Neste dia, o Brasil saberá aquilo que todos sabem: que Lula está impedido pela lei, sancionada por ele, e que os candidatos serão Hadad e Manuela.
Nesse embate fica e ficará claro que o PT é submisso ao Lula. Lula controla com mãos de ferro o PT. Lula enxerga somente o seu próprio umbigo. Sem sombras de dúvidas, Lula é um personagem político individualista, caudilhesca e egoísta.
Com tudo isso, com esse controle absoluto sobre a máquina partidária petista, é inevitável uma pergunta: Lula nada sabia do mensalão e do Petrolão ?

(*) Roberto Kawasaki é economista pela FEA-USP, professor dos cursos de Administração, Sistemas de Informação, Arquitetura e Urbanismo, Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Engenharia de Produção da Facccat e articulista do DIÁRIO

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