Energia elétrica: Muitas contas já chegam com aumento de 100% após reajuste da nova bandeira tarifá

Geral


15/10/2021 - A conta de energia elétrica se tornou a nova vilã dos tupãenses nos últimos meses. Não bastasse o aumento no preço dos alimentos, dos combustíveis e do gás de cozinha, os tupãenses agora reprogramam o salário para conseguir pagar mais essa despesa. Muitos não estão conseguindo.
A bandeira de escassez hídrica, que aumentou o preço da conta de energia elétrica, começou a ser aplicada em 1º de setembro e será adotada até abril de 2022 para suprir tanto os custos com a geração de energia das termelétricas quanto a importação de energia de outros países. Até então, os brasileiros estavam pagando um adicional de R$ 9,49 a cada 100 kw/h consumidos. A nova bandeira passou a impor R$ 14,20 para cada 100 kw/h gastos. E para quem tem baixa renda, mas não está cadastrado em programa social para redução tarifária, a situação está ainda pior.

‘Quase
impossível’

Com o último reajuste, a autônoma Márcia Aparecida Dias disse que está sendo “quase impossível” pagar mais essa conta. “Eu já não sei como vou pagar essa conta. Antes (do aumento) eu pagava cerca de R$ 97,00 na conta de luz. Agora estou pagando R$ 211,00”, disse Márcia ao explicar que o consumo de energia elétrica em sua casa não apresentou alterações que justificassem esse aumento. A “bandeira escassez hídrica” é a terceira de uma série de bandeiras na cor vermelha, que indica custo mais elevado para a produção de energia no País.
Energia
solar
Para os que possuem condições, a saída para fugir do aumento da conta de energia elétrica é a instalação de placas solares em suas residências. Em Tupã, alguns moradores já transferiram a forma de abastecimento elétrico em seus lares que pode gerar uma economia entre 50% e 95% na conta de luz.
Mas o início desse investimento ainda não é acessível a todos. De modo geral, em residências, o sistema pode custar entre R$ 15 mil e R$ 50 mil. Para consumidores que têm uma conta de luz de R$ 300,00 por exemplo, o valor dos equipamentos e da instalação deve ficar em torno dos R$ 15 mil. A médio prazo, porém, compensa o investimento.

No
comércio
O altíssimo custo da energia elétrica já afeta também estabelecimentos comerciais e industriais. Tanto que hoje é preciso analisar bem se há mesmo necessidade de ligar, por exemplo, os aparelhos de ar condicionado.
Um conhecido comer-ciante da cidade, que utiliza muito a energia elétrica, antes das bandeiras do governo federal pagava em média R$ 2 mil por mês de conta de energia elétrica. Hoje, o valor atinge quase R$ 4 mil. Isso ainda porque a empresa adotou diversas medidas de economia, como, por exemplo, buscando outras fontes de energia.

Abastecimento
Apesar dos constantes aumentos na conta de energia elétrica, o assunto ainda não surtiu efeito por parte das autoridades municipais. As últimas chuvas com ventanias voltaram a causar prejuízos no município, resultando no desabastecimento elétrico de diversas residências. A situação fez o prefeito Caio Aoqui (PSD) ir na sede da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), em Brasília, no dia 6 de outubro, para solicitar melhorias no fornecimento de energia em Tupã.
Aoqui protocolou pedido solicitando providências relativas aos serviços de concessão adotados pela Energisa, “que vem prestando serviço público deficiente em Tupã”.
O prefeito destacou no relatório que “todos nós estamos sujeitos a arcar com os valores altíssimos das contas de energia elétrica, e por pagarmos taxas tão altas é que não podemos aceitar essa deficiência no serviço de fornecimento elétrico”.
Cabe ressaltar que apesar dos “valores altíssimos” na conta de energia, como explicou o prefeito, ainda não houve mobilizações do poder público reivindicando ações para que essa conta chegue mais barata na casa dos consumidores.

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