Educação: Instituições são contrárias ao retorno presencial das aulas

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17/9/2020 - Representantes de entidades e instituições de ensino estiveram reunidos na última segunda-feira, dia 14, na Secretaria Municipal de Educação, para tratar sobre o possível retorno presencial das aulas, mesmo durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19).
O gestor acadêmico das Faculdades Faccat, Roberto Yoshifumi Kawasaki, disse que a instituição está utilizando novas tecnologias para superar os efeitos causados pela pandemia, com a suspensão das aulas presenciais.  “Estamos realizando o ensino remoto, com tecnologias como Google Class Room, Meet, WhatsApp, mas nada substitui as aulas presenciais”, disse.

Por causa da pandemia, Kawasaki explicou que o setor educacional está submetido a questões sanitárias e de saúde pública que impedem o retorno das aulas presenciais. “Gostaríamos de ter o ensino presencial, mas neste ano isso é totalmente inviável. As próprias autoridades têm uma legislação a cumprir”, disse. “Nós da Faccat somos totalmente contrários ao retorno, mesmo que seja parcial”, afirmou.
O gestor acadêmico destacou que as aulas presenciais serão retomadas nas faculdades quando houver condições favoráveis e seguras para que isso aconteça.  “Enquanto o retorno for parcial, nós não retornaremos. Entendo que vamos retornar com a vacina, no ano letivo de 2021”, ressaltou.

Apeoesp
O coordenador da subsede da Apeoesp (Sindicato dos Professores) em Tupã, Ary Neves da Silva, disse que o retorno às aulas é uma preocupação não só do município como dos pais e professores. “Queremos o melhor para nossas crianças. Contamos aqui com uma posição firme do secretário de Educação, Valdir Berti, de que as aulas não retornarão porque não há condições, físicas, materiais, estruturais e outras séries de fatores que trazem uma complexidade muito grande”, afirmou. “Se com o retorno houver alguma fatalidade, isso será irrecuperável”, acrescentou.
Segundo Ary Neves, as crianças possuem condições de assimilar os conteúdos de sala de aula, mesmo que as aulas presenciais sejam prorrogadas para o ano que vem.  
Ary Neves observou que parte da sociedade não está devidamente preocupada com o perigo da pandemia e continua tomando atitudes irresponsáveis, como participando de aglomerações e não fazendo o uso de máscaras. “As crianças não podem ser massa de manobra para políticos que querem a todo custo fazer um retorno apressado, sem compromisso, por se tratar de ano eleitoral”, observou.

Segundo Ary Neves, muitos políticos pretendem transferir a responsabilidade de eventuais problemas aos pais ou diretores de escolas. “Eles querem que os professores e diretores de escola assinem um termo de responsabilidade. Ou que os pais assinem esse termo ao encaminhar as crianças para a escola. Essa decisão tem que ser coletiva, pensando no bem-estar das crianças”, disse. “E essa é a posição da Apeoesp, da Faccat e da Secretaria Municipal de Educação, onde parabenizamos o secretário pela posição firme, objetiva, pensando, sobretudo, no bem-estar de nossas crianças, professores e funcionários que administram as escolas”, concluiu.

Segundo pesquisa realizada pela Secretaria Municipal de Educação, cerca de 90% dos pais ou responsáveis são contra o retorno das aulas presencias na rede municipal de ensino neste mês de outubro. Para o mês de novembro, esse número cai para cerca de 50%, mas somente em um cenário onde haja a vacina contra a doença. A previsão dos órgãos de saúde é de que uma vacina efetiva contra a Covid-19 seja produzida e testada apenas no segundo semestre do ano que vem.

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