Economia: Profissionais se unem para superar a crise

Economia


31/7/2020 - Empresários do setor de eventos infantis estão se mobilizando no município de Tupã para amenizar os impactos financeiros causados pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Apesar de muitos estabelecimentos comerciais estarem em funcionamento, após liminar deferida pela Justiça, o setor ainda se sente prejudicado por não poder realizar suas atividades voltadas ao público com até 12 anos de idade.
O proprietário da empresa Jungle Boom, Anderson Luís, disse que o setor sofre com a incerteza de quando voltará a trabalhar. “As rendas estão  zeradas  desde 17 de março e, infelizmente, o setor de festas infantis será o último a voltar”, disse.
O empresário explicou que o setor depende da retomada das aulas presenciais para voltar a trabalhar.  “Enquanto isso não acontecer estamos de mãos atadas”, afirmou.
Anderson Luís explicou que, para superar a crise financeira causada pela pandemia, a empresa teve que se reinventar com a criação de novos produtos e serviços. “Estamos fazendo kits festas para vender. É o que está dando uma certa renda para a gente tentar manter as despesas do buffet em dia. Mas está muito difícil”, salientou. “Esperamos que isso passe logo”, acrescentou.
Apesar do cenário incerto, Anderson disse que os empresários estão se unindo em busca de novas possibilidades para superar os efeitos da crise. “Vamos tentar a isenção do pagamento de água, luz, impostos da prefeitura até o término dessa pandemia, já que não estamos obtendo nenhuma renda”, ressaltou.
Para Anderson, ainda não é possível a abertura das empresas do setor, devido a proibição de crianças até 12 anos de idade em estabelecimentos comer-ciais. “Mas os gastos não param”, disse.
Ele explicou que, mesmo sem a realização de eventos, possui despesas fixas, como pagamento de funcio-nários e outros gastos, como água, energia elétrica e aluguel do prédio. “Esse período está prejudicando a gente, mas com fé em Deus acredito que isso vai passar e vamos voltar à normalidade”, disse.

Suspensão
O empresário Wellington Aparecido de Oliveira, proprietário da empresa W.A. Produções e Eventos, disse que suspendeu os projetos que tinha para a cidade, com a realização de vários eventos. “Não pudemos fazer, por causa da pandemia”, afirmou.
Oliveira explicou que está se mantendo no período de quarentena porque possui outros trabalhos que realiza como pintor. “Mas existem pessoas que trabalham com a gente, somente na parte de eventos e já não têm essa capacidade de se manter. Nós precisamos de uma solução para voltar a trabalhar. As coisas estão difíceis desse jeito”, enfatizou.

Setor mais
prejudicado

O empresário Amarildo Fermino Trugilio, o “Xulé”, destacou que os eventos em geral estão cancelados desde o mês de março. “A parte de animação, como palhaço, de interação, brincando com as crianças de março para cá, acabou. A nossa área, que é de festas infantis, está sendo de todas a mais massacrada”, disse. “Todos que trabalham com festas infantis, com brinquedos, recreação, bufê, todos estão se unindo e procurando uma ajuda, seja do prefeito, do governador, de alguma secretaria ou de algum deputado, para poder suprir as necessidades daqueles que trabalham com eventos infantis”, completou.
Trugilio disse que possui outra empresa na cidade, de onde consegue tirar o sustento de sua família. Ele explicou, porém, que possui muitos amigos que trabalham apenas no setor de festas infantis que estão sendo prejudicados com a paralisação de eventos.  “Eles não têm de onde tirar recursos para pagar luz, água, imposto e até mesmo alimentação. Nossa cidade conseguiu a liminar e o comércio está trabalhando e ainda roda  alguma coisa na cidade. Mas acredito que o pessoal tinha que olhar mais para a nossa classe, porque não somos poucos. Nossa cidade tem muitas pessoas que trabalham com eventos que também tem famílias, filhos, netos e todos sem recursos nenhum”, afirmou.

Dificuldade

O empresário Nelson Cajuca, proprietário da empresa Free Willy Festas, disse que há mais de 100 dias está sem trabalhar em eventos, que foram cancelados devido à pandemia. “Está complicado. Procuramos por meio de outras coisas tentar suprir as dificuldades, mas cada dia que passa complica mais ainda. Temos as despesas com água, luz, telefone e não temos para onde correr”, ressaltou.

Cajuca acredita que não somente a Prefeitura de Tupã, mas o governo do Estado de São Paulo também poderia colaborar com o setor, por meio de outros benefícios, já que empresas de outros setores já estão recebendo.  “Houve o auxílio emergencial que muitos conseguiram, mas eu mesmo ainda não consegui. Se o poder público nos ajudar nesse sentido, até passar a pandemia, seria interessante, porque estamos no sufoco”, disse.

Gopet

O coordenador do Gopet (Grupo Organizado de Profissionais de Eventos e Turismo), Wagner Luques, disse que esses profissionais fazem parte dos 84 empresários que representam o grupo, ligados a eventos em Tupã, que estão se movimentando para tentar se readaptar, se reinventar e encontrar soluções no setor para que a economia não pare e possam subsistir em meio à crise. “Esse setor emprega uma imensidão de pessoas. Por isso, é necessário que o poder público enxergue esses profissionais. Qualquer ajuda e manifestação do poder público relacionada ao setor de eventos será bem-vinda”, afirmou.
Luques explicou que o setor de eventos emprega uma grande cadeia produtiva de diversos profissionais, direta e indiretamente, essenciais para a economia. Por trás dos eventos tem um produtor, tem montador de brinquedos, tem infraestrutura de cozinha, maquiadores e montagens de estruturas”, disse. “Por trás de cada evento está uma infinidade de setores que precisam ser enxergados pelo poder público, pois estão precisando de qualquer manifestação de ajuda, nem que seja a menor possível, com cadastramento, redução de impostos, flexibilização desse pagamento no futuro. Nossa expectativa é de que seja feita alguma coisa, para que esses trabalhadores sejam visíveis e ajudados”, finalizou.

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