É vital resgatar o símbolo da dignidade !

Geral


(*) Emílio Gimenez Filho
 
O atual momento social, político e institucional revestido por atos de corrupção e lavagem de dinheiro praticados por influentes políticos, bem mostra que nosso sistema de Estado de Direito Democrático não consegue ensinar a seus integrantes o objetivo fundamental e constitucional de sua criação e existência que é, especificamente, a busca de ações que visam a defesa e o benefício exclusivo do bem comum. Dessa forma, tem-se que a participação de cada político membro do Legislativo ou do Executivo deve pautar a conduta pontuada exclusivamente nos princípios da decência, do decoro, da vergonha, da honestidade, da lisura, da honra, da retidão, da sinceridade, da lealdade, da ética e, principalmente, da moralidade e da dignidade na administração dos interesses públicos.
É claro que há exceção, visto que existem políticos, embora minoria, que possuem condutas ilibadas, irrepreensíveis e carregam consigo o símbolo da dignidade no trato com o bem público e a certeza e consciência de que o cargo público ocupado deve ser exercido no interesse e em conformidade com os desejos e anseios do Estado, cujo povo é o legítimo detentor do poder, por força de preceito constitucional de efeito imperativo.
E é precisamente pela falta de observância e cumprimento dos princípios básicos inseridos na Constituição Federal, que muitos políticos estão envolvidos com a institucionalizada organização criminosa que levou à falência os cofres da empresa Petrobras, evidenciando à sociedade que o uso do cargo é somente visando o interesse pessoal ou de grupo político, portanto, avessos aos princípios da legalidade, da honestidade, da moralidade e da transparência.
A improbidade priorizada por alguns políticos demonstra à sociedade que o desenvolvimento social e institucional do País é claudicante, marcado por incertezas e desencantos, mormente dos eleitores que acreditaram nas promessas e nos compromissos de campanha de muitos políticos, mas que tudo não passou, em verdade, de ardilosa manobra permeada por discursos hipócritas e enganosos para alcançarem o poder e dele se beneficiarem.
Com base neste argumento, é preciso que o eleitor tenha plena consciência da importância e da força de seu voto. O voto não apenas se traduz num direito de participação no destino político e social do País, mas sim e por certo como uma ferramenta de maior expressão e relevância social, com o objetivo de aperfeiçoar os dotes morais, os princípios constitucionais e os valores éticos da classe política e, por consequência, voltar o Brasil a alcançar um patamar de desenvolvimento social e econômico que possa sustentar as áreas da saúde, da educação e da segurança em benefício exclusivo do povo.
Dai, considerando o atual estágio vivido pelo País, que está mergulhado no oceano da corrupção, situação que tem gerado prejuízo ao setor público, é fundamental que o eleitor utilize o voto, exclusivamente, visando o interesse comum e não como produto de troca para satisfação de desejo pessoal. Logo, é extremamente importante que o eleitor procure conhecer e avaliar com muito cuidado o perfil moral e ético de cada candidato, mormente apurando as suas ideias e compromissos com o bem público, evitando seja colocado como administrador público alguém distanciado dos princípios morais e éticos e do ideal de trabalhar, exclusivamente, em proveito da sociedade.
 
(*) Emílio Gimenez Filho é juiz titular da 3ª Vara da Comarca de Tupã e colaborador do DIÁRIO

Sua notícia

Esta área é destinada para o leitor enviar as suas notícias e para que possamos inserí-las em nosso portal. Afim, da população ter informações precisas e atualizadas sobre os mais variados assunto

Envie a sua notícia por e-mail:

Todas as notícias