Crônicas & Opiniões

Geral


28/1/2020 - Em dezembro passado aceitamos o convite da filha e do genro para acompanhá-los em uma viagem ao Peru a fim de, entre outras coisas, conhecer o monumental sítio arqueológico de Machu Picchu, palavra que em quéchua, língua dos povos andinos, significa  jovem montanha .
Não é uma empreitada fácil, pois essas ruínas históricas peruanas estão situadas milhares de metros acima do nível do mar e, assim como vemos acontecer com os nossos jogadores de futebol, quando se chega nesses locais o baque é certo: a atmosfera rarefeita não tem a mesma oferta de oxigênio a que estamos acostumados e a sensação de falta de ar a qualquer esforço é inevitável. Esse mal estar é chamado de  soroche  pelos locais.
A rota mais comum desde São Paulo é o voo para Lima, a bela e surpreendente capital peruana, e de lá para Cusco, cidade de quinhentos mil habitantes, antigo centro de poder dos Incas e mesmo do Peru, desde que os espanhóis o invadiram a ferro e fogo.  
No aeroporto de Cusco, a 3.400 metros acima do mar, já se encontram disponíveis nos guichês porções de folhas secas de coca para que os turistas, mascando-as, sintam-se melhor.
O entorno cusquenho é rico em sítios arqueológicos incaicos enquanto o centro urbano é pleno de lugares históricos a marcar a civilização hispânica na região. Por ali ficamos durante quatro dias até que o nosso organismo reagisse e passasse a produzir um maior número de hemácias em nosso sangue para aumentar o transporte de oxigênio.
Por fim, partimos rumo a Machu Picchu. Primeiro de van até a cidade de Ollantaytambo e de lá, por trem, até Águas Calientes, um lindo povoado aos pés da montanha. A cidadela inca está a 2.400 metros e a aclimatação feita em Cusco foi fundamental para que pudéssemos alcançá-la. É devido admitir o fato de que três meses antes da viagem me puseram a caminhar diariamente a fim de melhorar minhas duvidosas condições físicas, providência que, parece, deu certo, pois, embora devagar e com paradas estratégicas, alcancei o topo almejado sem maiores problemas.
Os escaladores veteranos devem levar um cajado ou então comprá-lo por lá, porque as pedras são escorregadias e pioram com a garoa, um fenômeno frequente naquelas paragens. Aos que têm idade inferior a 65 anos não é deferido o uso do equipamento, tudo para proteção do sítio arqueológico.
                                                                                                (Continua)

Jesus Guimarães é professor, bacharel em Direito, funcionário aposentado do BB e ex-prefeito de Tupã. E-mail: zuguim@uol.com.br

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