Confiança na Previdência leva Ibovespa aos 100 mil pontos pela 1ª vez

Economia


Por Paula Dias, Altamiro Silva Junior e Denise Abarca

São Paulo (AE) - A inédita marca dos 100 mil pontos do Índice Bovespa foi atingida pela primeira vez ontem, numa evidência de que o mercado brasileiro de ações segue antecipando a aprovação da reforma da Previdência no Congresso. Pesaram positivamente declarações dos ministros Onyx Lorenzoni (Casa Civil) e Paulo Guedes (Economia), que reforçaram entre os investidores a percepção de que os esforços necessários para implementar a reforma estão sendo feitos.
O índice oscilou em terreno positivo desde a abertura, com boa contribuição do mercado internacional, que se mostrou favorável à tomada de risco. A chegada à esperada pontuação ocorreu às 14h50 e o índice manteve-se ao redor desse patamar até as 14h56, depois de ter atingido máxima aos 100.037,69 pontos (+0,91). Em seguida, perdeu parte do fôlego e fechou aos 99.993,92 pontos, em novo recorde histórico, com alta de 0,86%.
A superação pontual da resistência psicológica ocorreu poucos minutos após declarações do ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, que, entre outros pontos, disse não ter dúvidas de que a reforma da Previdência será aprovada ainda no primeiro semestre. Em entrevista, admitiu dificuldades na articulação com parlamentares, mas disse que é preciso “ter paciência”. O ministro confirmou que a proposta de previdência dos militares será enviada ao Congresso nesta quarta-feira, 20.
O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o governo vai se apressar para levar a proposta dos militares ao Congresso nesta quarta-feira. Ele afirmou ainda que se a economia com o novo sistema de Previdência Social for menor do que de R$ 1 trilhão em dez anos, “o compromisso com as futuras gerações é relativo, o que é lamentável”. As manifestações dos dois ministros foram interpretadas positivamente, como sinais de empenho do governo, entrosamento de discursos e busca pelo convencimento dos parlamentares.

Dólar

O dólar fechou em queda de 0,76%, cotado em R$ 3,7914, o menor valor desde 1º de março. Profissionais de câmbio ressaltam que a moeda acompanhou aqui o enfraquecimento do dólar no mercado interna-cional ontem, em meio às expectativas pela reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), que começa hoje e pode reduzir a previsão para as altas de juros nos Estados Unidos. O fluxo de recursos externos na tarde de ontem, para aplicações na B3, segundo operadores, também ajudou a divisa a cair abaixo do nível de R$ 3,80, patamar que estava se mostrando importante piso para a moeda nos últimos dias.

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