Chuvas: Ponte teve parte da cabeceira destruída

Geral


As chuvas ocorridas no último domingo, dia 12, derrubaram a  cabeceira  da ponte localizada no bairro São Martinho, no trecho da estrada vicinal até a divisa com Herculândia, com acesso à rodovia Miguel Gantus (SP-383).
O secretário Municipal de Planejamento, Valentim Bigeschi, disse que o município está em estado de atenção devido o período de fortes chuvas. Ele destacou que, em 13 dias do mês de janeiro, já foram registrados cerca de 300 milímetros de chuva no município. O dobro do volume registrado em todo o mês de janeiro do ano passado.
Bigeschi informou que, na madrugada de ontem, por volta da 1 hora da manhã, a Prefeitura de Tupã interditou a pista, com a instalação de tubos de concreto.  “Mas, durante a madrugada, algumas pessoas removeram e quebraram os tubos, passando sobre uma estrutura que estava comprometida”, afirmou. “A vida é maior do que tudo. Um pequeno transtorno de ter que mudar de rota ou deixar de acessar a rodovia entre hoje e amanhã é mais valioso do que um compromisso”, acrescentou.
O secretário destacou que os motoristas precisam ter atenção ao se deparar com pontos de alagamento, não passando pelas águas que se formam em rodovias, estradas ou ruas. “Pedimos que tenham atenção nesse período de chuva e que evitem todos os pontos que tenham alagamento”, ressaltou.
Bigeschi explicou que a pista estava interditada até as 6 horas da manhã de ontem. “Começamos a trabalhar no local e liberamos o trânsito parcialmente, apenas em uma pista. Os agentes estão sinalizando o local, com ajuda da Polícia Militar, para que as pessoas em caso de urgência possam passar livremente pela estrada”, afirmou.
O secretário destacou o estrago causado na ponte e disse que devem acessar a rodovia apenas os motoristas que possuam  compromissos inadiáveis, ou em casos de urgência.  Maquinários vão estar no local, para tentarmos salvar  a ponte e a passagem, sem que a pista seja rompida. Não tivemos vítimas nem danos com veículos. Mas a prefeitura está trabalhando no local, com toda a sua equipe, para restabelecer a passagem normal na ponte”, acentuou.

O secretário explicou que o trânsito no local está liberado apenas na pista lado direito, sentido de Juliânia.  “Caso haja mais chuvas e a interdição total da pista, o desvio deverá ser feito no sentido de Herculândia. Agora, todos os veículos pesados ou leves estão sendo liberados no local de forma gradativa”, afirmou.
Bigeschi lembrou que o trânsito no local deve ser realizado em baixa velocidade. “Estávamos com uma equipe pela manhã, com polícia, agentes e maquinários, mas ainda há motoristas que passam em alta velocidade, não respeitando. Vamos ter mais atenção para que possamos não ter acidentes no local e a prefeitura restabelecer a situação de forma rápida”, destacou.
O secretário explicou que os serviços oferecem riscos devido a erosão formada na pista. Bigeschi lembrou, ainda, que a prefeitura encontra dificuldades para obter os materiais utilizados na recuperação da ponte.  “Hoje o material está muito difícil. Em todos os locais que estamos tentando tirar terra, só encontramos barro. Não é indicado colocar entulho no local, pois estamos trabalhando na cabeceira de uma área de APP (Área de Preservação Permanente), ao lado do córrego”, disse.  “Não adianta colocar entulho na base da estrutura da ponte, porque depois esse entulho vai movimentar, exigindo novos trabalhos no local”, acrescentou.
A terra que busca corrigir a erosão na cabeceira da ponte está sendo retirada das proximidades da Rua Ernesto Coquemala e do loteamento Reserva Tupã.  “Vamos pegar um material adequado e socorrer a cabeceira da ponte, para depois fazer os serviços finais na parte de concreto e gabião para restabelecer toda a estrutura de base da saída do córrego do São Martinho”, explicou o secretário.
Bigeschi explicou que, durante a chuva, várias árvores caíram e outras propriedades rurais foram atingidas com erosões. “Em uma propriedade rural ao lado, tivemos uma grande erosão em virtude das fortes chuvas que passaram por cima da pista. A expectativa é de que até a tarde esteja estabilizando com terra e até amanhã (hoje) possivelmente vamos melhorar a sinalização e restabelecer o trânsito”, enfatizou.

Cidade
No perímetro urbano o secretário explicou que não foram registrados pontos de alagamentos com as chuvas do último domingo.  Na Rua Caingangs não tivemos o transbordamento do canal, na Avenida Lélio Piza tivemos um pouco mais de água, momentaneamente, mas não tivemos nada muito grave”, ressaltou.
Bigeschi destacou ainda o trabalho das equipes que realizam a limpeza nos bueiros e “bocas-de-lobo”, evitando o aumento das inundações na cidade. “É importante a manutenção da equipe que temos para limpeza de galerias. Vemos resultado onde o escoamento pluvial está sendo mais rápido , afirmou.

Zona rural
O secretário ressaltou, porém, que foram registrados problemas em estradas rurais, causados, principalmente, pela falta de conscientização de alguns produtores.  A prefeitura notifica proprietários rurais que não têm suas curvas de contenção. “Não tendo essas curvas de contenção e os terraços adequados, essas propriedades acabam jogando água na estrada”, afirmou.  “Inclusive, verificamos muitas propriedades jogando água nas estadas vicinais Tupã-Quatá, Tupã-Juliânia e Tupã-Arco-íris. Isso não tinha”, disse.
Bigeschi explicou que a água  barrenta  que corre para as estradas e rodovias são oriundas de propriedades rurais.  “O proprietário rural tem que conter a sua água, por meio da pastagem, ou lavoura para a riqueza do solo e os sais minerais não serem levados para os córregos”, acentuou.

De acordo com o secretário, a prefeitura terá que intensificar os trabalhos nas estradas rurais para evitar o escoamento de água oriunda das propriedades rurais de forma irregular. “Estrada não é canal de drenagem pluvial. O que vemos em vários loteamentos clandestinos é que a pessoa começa fazer o parcelamento e nenhum loteamento clandestino tem contenção de água de chuva”, afirmou. “De sessenta lotes inseridos no perímetro rural são tiradas essas curvas de nível e essas águas são jogadas para as ruas, de forma inadequada, sem sistema de drenagem e, o que é pior: jogam em terrenos e propriedades de terceiros, que têm suas lavouras e curvas de nível”, completou.
Bigeschi afirmou que, assim como ocorre na cidade, a população deve ter a consciência sobre o descarte do lixo, para não obstruir as drenagens. Os moradores da zona rural devem adequar suas propriedades para que as enxurradas não provoquem o rompimento das estradas rurais.

Macrodrenagem
Em relação às obras de drenagem urbana que ocorrem no município, o secretário disse que os serviços não foram prejudicados por causa das chuvas. “Temos preocupação com os serviços que são realizados na Rua Caetés, mas a empresa já conseguiu finalizar a caixa de passagem e já começa subir em direção da Avenida Lélio Piza”, afirmou.  “Naturalmente, é uma obra de risco, onde se fica com a rua aberta envolvendo tubulação de água, esgoto, energia, casas lindeiras, mas não tivemos ocorrência no local, apenas pouca erosão lateral, que é normal em virtude da quantidade e intensidade de chuvas que tem caído em períodos curtos”, completou.

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