Caos sobre o caos

Geral


Jesus Guimarães


28/5/2020 - Em plena pandemia do fatídico coronavírus, nossas instituições passam por um grave momento; e o povo brasileiro, mal informado, balança de um lado para outro, sem saber que rumo tomar.
Bolsonaro, desde a campanha, ameaça as instituições. Declarou recentemente que  não quer implantar uma ditadura, mas está difícil de segurar .
O ministro do Supremo, Celso de Mello, decano da Corte, respeitado pelo conhecimento e ponderação, ao cumprir as etapas de um processo motivado pelo ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, ex-aliado de Bolsonaro, acende a ira não só dos tresloucados militantes bolsonaristas, mas também dos generais da reserva que ameaçam o País com uma guerra civil caso o presidente da República tiver que entregar seu celular, medida que, no caso, seria imposta pela PGR e não pelo STF.
Inflada de coragem, uma reles militante bolsonarista, responsável pelos tais 300 que acampam frente ao Planalto, após ter seu notebook e celular apreendidos pela PF sob suspeita de envolvimento com fake-news, ameaçou publicamente a integridade física do ministro Alexandre de Moraes e dos seus familiares.
Tanto não bastasse, dias depois de o presidente visitar de surpresa o procurador-geral da República (autoridade que tem a responsabilidade de decidir se o denuncia ou não por conta do inquérito que corre no STF), eis que o visitado procurador oficia ao ministro Fachin (STF), pedindo a suspensão do inquérito sobre as fake-news disparadas contra autoridades daquele Tribunal, esquema que sempre funcionou sob a gerência de Carlos Bolsonaro.   
A sustentação de tantos despautérios é dada pelo clima de baderna sistematicamente fomentado pelo presidente da República, que não conhece outra forma de se manter no poder senão provocando celeumas. Bolsonaro não poupa os poderes da República e facilita as ações de desrespeito a tais instituições.
Sem apresentar até hoje qualquer plano de reerguimento nacional, só ocupa as manchetes por conta de suas agressões irresponsáveis e arrotos de valentia, que inflam o cérebro anão de seus apoiadores do cercadinho e redes sociais.
Avesso ao combate da Covid-19 e a favor das mortes até  acabar o vírus, não sossegou enquanto não tirou os médicos do Ministério da Saúde, trocando-os por companheiros de farda dispostos a assinar, submissos à hierarquia, as baboseiras que ele, em seus intermináveis delírios, quer impor aos brasileiros, com olhos fixos apenas no fim do isolamento social a fim de reanimar a economia a tempo de viabilizar sua reeleição em 2022.

(*) Jesus Guimarães é professor, bacharel em Direito, funcionário aposentado do BB e ex-prefeito de Tupã. E-mail: zuguim@uol.com.br

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