As lições da história

Geral


Há certos fenômenos da natureza ou do corpo social contra os quais parece não haver muito que fazer, embora sejam cada vez mais previsíveis. Assim, uma vez adotadas as providências em hora certa, torna-se possível minimizar-lhes os resultados. 
 
Na sociedade humana o estudo do passado nos ensina algumas regras que, apesar de não serem exatas, nos permitem identificar fenômenos que se repetem em termos aproximados através dos tempos. 
 
Ler livros de história, sociologia e mesmo romances, focados na primeira metade do século XX, na Europa e Ásia, período e palco das duas guerras mundiais, possibilita reconhecer fatos e posicionamentos políticos em nosso presente, desde suas causas até as consequências. 
 
O capitão, candidato à presidente em nome da moral, a favor das armas, da execução sumária de opositores e coisas do gênero, apesar de haver maneirado seus discursos nos últimos meses, tem o perfil muito semelhante ao de Adolpho Hitler, que também era ex-militar (chegou a ser cabo) e aproveitou a onda de revolta contra a dura situação econômica do seu país que, derrotado, pagava indenizações de guerra (Tratado de Versalhes).  
 
Dizendo-se não político, montou um pequeno partido e, mercê de um discurso irado, violento, convidou o povo alemão para resgatar a sua dignidade matando judeus, gays, comunistas, social-democratas, deficientes físicos e mentais e todos aqueles que julgava ser um peso morto ou obstáculo ao seu projeto de apurar uma nação de raça “superior”, a raça ariana. 
 
Banqueiros americanos e ingleses, interessados em transformar a Alemanha numa barreira contra o crescimento da URSS, não hesitaram em financiar Adolph em suas loucuras. Milhões de inocentes morreram nos campos de concentração e muito mais nos campos de batalha. 
 
Consideradas as proporções e diferenças de época, temos por aqui um arremedo do cabo alemão. Patente superior, mas com objetivos igualmente tacanhos que podem, em determinados momentos, encantar a massa:
 
a) Quer armar o povo;
b) Acha que a ditadura errou na dose, devia ter matado pelo menos uns 30.000;
c) Declara que sonega ao fisco tudo o que pode;
d) Racista, quer os negros longe de sua família;
e) Minimiza a gravidade do estupro;
f) Nega igualdade de salários à mulher (ela engravida);
g) Não hesita em bater continência à bandeira norte americana (esse defeito Hitler não tinha). 
 
Ainda há tempo para reconsiderar aquilo que não passa de um entusiasmo fundado em falsas informações.  Respeito ao semelhante, justiça social, instituições sólidas, são valores essenciais para a consolidação de uma democracia e por isso devem ser cultivados por todos. 
 
Jesus Guimarães é professor, bacharel em Direito, funcionário aposentado do BB e ex-prefeito de Tupã. E-mail: zuguim@uol.com.br

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