Amendoim: Uso de defensivos agrícolas é cada vez mais frequente

Geral


13/1/2021 - As altas temperaturas e o clima seco têm favorecido o aumento de pragas na lavoura do amendoim na região de Tupã, que é uma das maiores produtoras do País. Na atual safra, a cultura já está sofrendo com a presença de pragas como o ácaro, lagarta e a tripes.
Diante disso, os produtores buscam alternativas para evitar prejuízos, mas os investimentos, cada vez mais constantes, estão encarecendo a produção.
Segundo o engenheiro agrônomo da Coopermota, José Victor Silvério Teixeira, o intervalo de aplicação de defensivos agrícolas que, há cerca de cinco anos, acontecia em uma média de 15 dias, hoje ocorre entre 10 a 12 dias. “Nos últimos três anos, os produtores também começaram a sofrer com a virose, que tem o inseto tripes como vetor. O intervalo de passagem de defensivos agrícolas foi reduzido e encareceu a produção”, destacou.
Vale lembrar que outros fatores também encareceram a produção do amendoim, como o preço do óleo diesel utilizado para o abastecimento das máquinas e do arrendamento de terra. “O custo do amendoim hoje está ficando na faixa de cerca de R$ 22 mil o alqueire”, afirmou José Victor.
O engenheiro agrônomo explicou que, há cerca de cinco anos, o preço da produção do amendoim, por alqueire, estava na faixa de R$ 16 mil. Ou seja, nos últimos cinco anos, o preço de produção do amendoim apresentou alta de 37,5%.
Teixeira explicou que o preço de alguns defensivos agrícolas variou neste ano, devido ao aumento do dólar.  “Há produtos que estão mais baratos em relação ao ano passado. Mas o impacto maior do dólar, neste ano, foi no preço do adubo”, afirmou.

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