Desmonte na Polícia Civil compromete segurança

Policial


O Sindpesp (Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo) mantém campanha contra o desmonte efetuado na Polícia Civil, que hoje sofre com a falta de cerca de 9 mil policiais.
De acordo com o sindicato, os cargos existentes não estão preenchidos integralmente, faltando po-liciais em todas as carreiras da Polícia Civil estadual. “Esta defasagem gera situações inaceitáveis, como, por exemplo, a ausência de delegados de Polícia em cerca de 40% dos municípios do Estado”. Ou seja, dos 645 municípios paulistas, cerca de 258 não possuem delegados.

Segundo o sindicato, esse quadro deve se agravar nos próximos meses, devido às crescentes aposentadorias, face ao envelhecimento dos policiais civis e ao temor da reforma previdenciária. “Apenas 3% dos policiais civis têm menos de 30 anos de idade e 44% dos policiais têm mais de 50 anos”, informou. “Nos próximos anos, 44% dos policiais serão idosos”, acrecentou.
De acordo com os dados do sindicato, de novembro de 2016 a fevereiro de 2017, nada menos que 478 policiais civis se aposentaram. “Estão previstas, ainda, mais 1.800 aposentadorias no decorrer deste ano”, observou. 
A fim de conscientizar a sociedade sobre o atual panorama, o Sindpesp  criou o “Defasômetro da Polícia Civil”, um painel que contabilizará os dados atualizados sobre a defasagem de pessoal. “O Governo do Estado de São Paulo fechou o mês de fevereiro de 2017 com a defasagem de 8.912 cargos das diversas carreiras policiais civis”, afirmou.

O Sindpesp informou que o quadro de recursos humanos da Polícia Civil está estagnado desde o ano de 1994, “não acompanhando o crescimento da população, que aumentou, nas últimas duas décadas, em mais de 11 milhões de habitantes”.

Governo
Em nota encaminhada ao DIÁRIO, a assessoria de comunicação da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo informou que a pasta “investe constantemente” para reforçar o efetivo e melhorar as condições de trabalho das polícias. “Tanto que, apesar da forte crise econômica dos últimos anos, contratou 178 policiais civis para atuar apenas na região do Deinter-4 desde 2011”, afirmou. A assessoria de comunicação disse que, nesse período, a região do Deinter-4 adquiriu 206 viaturas, em um investimento de R$ 14,1 milhões.

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